ele se foi…

Agosto 30, 2015 § Deixe o seu comentário

Uma das minhas maiores fontes de inspiração…

Fantástico neurologista e escritor. Capaz, como poucos, de ressaltar a beleza da ciência. Publicou muitos inesquecíveis livros: das memórias de uma infância química a até mesmo uma inusitada paixão por samambaias. Sem falar nos maravilhosos relatos neurológicos que tanto lhe consagraram, como O homem que confundiu sua mulher com um chapéu e Um antropólogo em Marte.

Os dois textos (com vídeo) de hoje publicados no New York Times, jornal em que possuía uma coluna, revisam quem foi Oliver Sacks e suas belas contribuições de maneira muito melhor do que eu poderia tentar fazer por aqui: 1- Oliver Sacks Dies at 82. Neurologist and Author Explored the Brain’s Quirks 2- Oliver Sacks, Casting Light on the Interconnectedness of Life. Melhor ainda é o texto do próprio Sacks, nesse mesmo jornal, quando contou o que sentia sobre sua situação de câncer terminal.

Nos próximos dias provavelmente seremos bombardeados (tomara!) com textos e depoimentos e vídeos e tudo o mais com e sobre Oliver Sacks. Recomendo ver e ouvir tudo o que vier, duvido que não valha a pena. Mas lindo, lindo mesmo, e que dizem muito sobre essa incrível figura, são esses dois vídeos:

Rest in peace!

carona no vestido

Fevereiro 27, 2015 § Deixe o seu comentário

Achei a desculpa perfeita para tirar a poeira do blog: vou pegar carona no vestido de cor ambígua (se não sabe do que estou falando, veja aqui já com resultado da enquete sobre o que as pessoas enxergam). Não, esta não será mais uma tentativa de explicar o que acontece do ponto de vista da ciência. Já há ótimas (e complementares) explicações aqui, aqui e aqui. Se ficar com preguiça de ler os textos, a resposta curta é: quem enxerga é o cérebro, não os olhos. E isso pode causar alguma confusão… Este vídeo tem um ótimo resumo (outro um pouco mais detalhado aqui):

Mas a real dúvida é: por que isso virou uma febre na internet? Só achei uma boa reflexão a respeito, no blog do psiquiatra Daniel Barros. Tive a mesma dúvida que ele e concordo com tudo o que ele colocou. Mas para mim a dúvida ainda persiste. Por que esse caso específico “bombou”? Há tantas figuras de ilusão visual, como a usada no vídeo acima para comparador (que é o mesmo caso desta outra) ou as várias outras apontadas nos textos linkados acima. Por que o efeito de manada se manifestou com essa história do vestido? O que tinha de especial aí para um monte de gente resolver prestar atenção nisso com ênfase bem diferente do que prestaria (se prestasse) atenção nos outros casos similares, também divulgados na internet? Ou seja, o que explica um viral na internet, qual a lógica disso, se houver alguma? Psicólogos e publicitários, por favor nos esclareçam!

Atualização: mais ilusões visuais de um jeito muito divertido! Vamos viralizá-las!

natureza falante

Outubro 19, 2014 § Deixe o seu comentário

Kevin Spacey é a Floresta Tropical. Julia Roberts é a “Mãe Natureza”. Harrison Ford é o Oceano. Edward Norton é o Solo. Penélope Cruz é a Água. Robert Redford é a Floresta de Sequoias. Trata-se da série Nature is speaking da Conservation International (CI), que já tem mais dois vídeos em produção: “Recifes de Coral” e “Flores”.

Os vídeos são lindos e muito das mensagens também, como no vídeo da Floresta Tropical, em que ela desafia os humanos a produzirem ar (na verdade seria a parte respirável do ar, ou seja, o gás oxigênio) como ela. Acho apenas um pouco equivocada a abordagem de opor seres humanos e natureza. Seres humanos são parte da natureza, oras. Fundamental condenar o comportamento excessivamente predatório e destruidor que vem caracterizando a ação humana, mas me parece que enxergar isso dentro de uma teia, como de fato é, é mais educativo que fazer a separação. Gosto da ideia da CI, que vejo na campanha, de mostrar a natureza como maior que os humanos e não dar tanta ênfase na ideia de que os seres humanos precisam consertar a natureza, como muitas campanhas de conservação ambiental fazem. A mensagem de que a natureza está aí muito antes de nós e que continuará depois da extinção da espécie humana, com ou sem mudanças, é muito boa. Mas acho que um pouco da ideia se perde quando a oposição é feita. Embora o “Humanifesto” reconheça os seres humanos como parte da natureza, minha impressão é que todo o resto tem mais o enfoque de oposição…

De qualquer forma, vale muito a pena assistir e compartilhar esse belo trabalho. Abaixo, dois dos que mais gostei. A sequência completa pode ser vista aqui.

ciência gelada

Setembro 9, 2014 § Deixe o seu comentário

Uma dos bons desdobramentos da viagem à Antártica foi o início de uma promissora parceria com a APECS-Brasil – veja aqui. Pois agora você também pode usufruir um pouco disso:

Quer assistir palestras sobre o Ártico e a Antártica? Quer saber como é a vida de um pesquisador ou a vida de um militar que passa um ano na Antártica? Você só precisa de um computador ou telefone com acesso a internet para assistir as palestras durante a Semana Polar Internacional. Acesse www.apecsbrasil.com, faça seu pré-registro e escolha entre as 10 palestras e os 2 minicursos quais você quer assistir!

Veja abaixo a lista do que será transmitido ao vivo:

flyer final

diferentes, mas semelhantes

Julho 8, 2014 § 1 Comentário

O Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CPGH-Cel) é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Como tal, incorpora ações de divulgação científica, sejam direcionadas ao público em geral, sejam direcionadas ao ensino de ciências. O último trabalho realizado pelo projeto “Semear Ciência”, que visa divulgar temas importantes da Genética, atua nessas duas esferas. Os usuários do metrô de São Paulo já podem se deparar com os cartazes abaixo, espalhados em diversas estações, e via QR Code acessar o site do projeto, onde poderão saber como foram realizados os estudos que levaram aos dados apresentados nos cartazes e quais os impactos desse conhecimento no tratamento de doenças.

O biólogo Rodrigo Mendes é um dos educadores do CPGH-Cel, responsável por esse projeto em curso. Conversei com ele para saber um pouco mais sobre a concepção do projeto, sobre como a divulgação científica se associa à ciência de ponta realizada em centros de pesquisa e sobre a relação entre divulgação científica e ensino de ciências. Clique em cada soundtrack a seguir para ouvir a resposta a uma pergunta específica ou, se preferir, ouça as respostas compiladas nessa playlist.

1- Conte um pouco sobre como foi a criação desse projeto, ou seja, como foi selecionado esse tema, por que a opção pelos cartazes no metrô, que tipo de público pretendem atingir no projeto como um todo etc. 

2- Como se chega a esses números para expressar as semelhanças apresentados nos cartazes? Por exemplo, para o caso da semelhança entre chimpanzés e humanos, há estudos que apontam para 99%, mas vocês apresentaram o dado de 96% de semelhança.

3- Há algum desdobramento pensado para esse projeto para além das informações contidas nos textos disponibilizados no site?

4- Como as ações de divulgação científica do CPGH-Cel se vinculam com as pesquisas científicas desenvolvidas por lá?

5- Além do trabalho na área de divulgação científica, você também atua no ensino de biologia há muitos anos. Você diria que o slogan dessa campanha – “Diferentes, mas semelhantes” – se aplica também à relação entre ensino de ciências e divulgação científica?

6- E o que mais vem por aí? Já há alguma outra campanha de divulgação da pesquisa genética em desenvolvimento no CPGH-Cel?

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