natureza falante

Outubro 19, 2014 § Deixe um comentário

Kevin Spacey é a Floresta Tropical. Julia Roberts é a “Mãe Natureza”. Harrison Ford é o Oceano. Edward Norton é o Solo. Penélope Cruz é a Água. Robert Redford é a Floresta de Sequoias. Trata-se da série Nature is speaking da Conservation International (CI), que já tem mais dois vídeos em produção: “Recifes de Coral” e “Flores”.

Os vídeos são lindos e muito das mensagens também, como no vídeo da Floresta Tropical, em que ela desafia os humanos a produzirem ar (na verdade seria a parte respirável do ar, ou seja, o gás oxigênio) como ela. Acho apenas um pouco equivocada a abordagem de opor seres humanos e natureza. Seres humanos são parte da natureza, oras. Fundamental condenar o comportamento excessivamente predatório e destruidor que vem caracterizando a ação humana, mas me parece que enxergar isso dentro de uma teia, como de fato é, é mais educativo que fazer a separação. Gosto da ideia da CI, que vejo na campanha, de mostrar a natureza como maior que os humanos e não dar tanta ênfase na ideia de que os seres humanos precisam consertar a natureza, como muitas campanhas de conservação ambiental fazem. A mensagem de que a natureza está aí muito antes de nós e que continuará depois da extinção da espécie humana, com ou sem mudanças, é muito boa. Mas acho que um pouco da ideia se perde quando a oposição é feita. Embora o “Humanifesto” reconheça os seres humanos como parte da natureza, minha impressão é que todo o resto tem mais o enfoque de oposição…

De qualquer forma, vale muito a pena assistir e compartilhar esse belo trabalho. Abaixo, dois dos que mais gostei. A sequência completa pode ser vista aqui.

biomas brasileiros

Junho 28, 2012 § 4 comentários

Concordo com o Luiz Bento quando diz que a Rio+20 não foi um fracasso porque nem fazia sentido esperar mais do que uma carta de intenções como documento final, já que metas e ações mais concretas devem advir das COPs. O que parece ter havido de mais bacana na Rio+20 foram os “eventos paralelos”. Por exemplo, a exposição Darwin Tocorimé deve ter sido sensacional; torço para que circule por outras partes do Brasil agora pós conferência, fiquei curiosa por embarcar nesse veleiro!

A boa notícia é que outra dessas belas exposições, a Biomas do Brasil, agora tem visita virtual. Então mesmo que não circule por outras cidades (o que seria uma pena!), ao menos é possível apreciar virtualmente o belo trabalho organizado pela equipe da Natureza em foco, sob comando do querido José Sabino. Além da visita virtual, acessível no link acima, foi elaborado também um site relacionado à exposição, com informações sobre sobre cada bioma brasileiro acompanhadas de belíssimas fotos. Um belo material para trabalho didático sobre o tema!

os seres mais antigos do mundo

Setembro 18, 2010 § 6 comentários

Nesta última quinta feira ganhei de um aluno uma dessas perguntas que engasgam o professor ao mesmo tempo que o enchem de orgulho: por que as plantas podem viver milênios e os animais não?

E qual não foi minha surpresa ao encontrar essa ótima TED Talk num sábado de navegação pela web: The world’s oldest living things. A palestra é proferida por Rachel Sussman, que ao longo dos últimos 5 anos tem viajado ao redor do mundo com o intuito de registrar a resilência da vida identificando e fotografando seres vivos com mais de 2 mil anos de idade.

Achei a proposta fantástica! O trabalho, que como ela mesma classifica “é metade arte e metade ciência”, tem o dom de nos fazer refletir sobre o tempo, esse nosso eterno inimigo (será?).

E Ariel estava coberto de razão: dentre os matusaléns espalhados pelo mundo há muitas plantas, um fungo, uma super bactéria congelada em permafrost e apenas um animal (um coral de 2 mil anos de idade, um dos mais jovens da turma, localizado na costa de Tobago).

A beleza inusitada do trabalho de Sussman vem acompanhada de um alerta triste: muitos desses seres milenares agora estão sob ameaça. Por exemplo, a actinobactéria que já vive há 500 mil anos poderá ser eliminada por conta do aquecimento global se a camada de permafrost siberiano derreter!

Aprecie e reflita:

E a resposta para a dúvida, como fica? Bem, eu só sei sobre os meristemas (aqui em imagens), as “células-tronco das plantas”, e gostaria muito de receber ajuda para uma resposta mais completa. Quem se habilita?

apareceu o debate!

Julho 31, 2010 § 2 comentários

Quem esteve acompanhando as últimas notícias sobre ciências, especialmente na mídia impressa e internet, certamente aproveitou diversos relatos interessantes sobre a 62a. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que terminou ontem em Natal.

De todas as informações bacanas que li e vi por aí, o que mais gostei foi de tomar conhecimento de um novo formato de discussão que foi testado pela primeira vez nesta reunião da SBPC.

Eu já esbravejei por aqui sobre a ausência de debate em reuniões científicas mesmo nos fóruns programados para tal, como mesas redondas. É algo que, a meu ver, vai contra a essência da ciência.

Fiquei, portanto, bem contente ao ver meu desejo se tornando realidade (embora, infelizmente, não ao vivo): no “Ciência em Ebulição”, dois expositores confrontam ideias de modo similar aos debates políticos, com tempo de fala, réplica etc. E para garantir alguma ebulição, os organizadores colocaram frente a frente cientistas com ideias e resultados sabidamente contrastantes. Ou seja, os pesquisadores foram se encontrar preparados para um confronto.

Vale a pena ler os links abaixo, sobre os primeiros  “Ciência em Ebulição”:

Li nesses ótimos relatos na Ciência Hoje que os debates foram interessantes e o formato idem, embora a necessidade de alguns ajustes tenha sido verificada. Mas já parece ser um bom passo para que se possa voltar a falar em “contendas da ciência”!

Parênteses: o texto do Bernardo questionou bem “até que ponto [o debate] jogou luz sobre os aspectos da ciência do clima que dividem alguns cientistas”. Sobre esse tema, vale a leitura do último post de Marcelo Leite: Três vezes clima.

retrospectiva ciência na mídia 2009: II – charge

Dezembro 20, 2009 § 2 comentários

Dando sequência à série retrospectiva ciência na mídia 2009, nesse post vamos de charges.

Pensei, pensei, pensei, e acho que as melhores charges são todas referentes à COP-15. Afinal, nada como um big fail para atiçar o lado humorístico; é sempre melhor rir que chorar…

É o que todo mundo se perguntou durante as 2 semanas de debates na COP15. E a pergunta continua válida... (via Jornal da Ciência - clique na imagem para vê-la em seu contexto original).

Nada como olhar um olhar histórico sobre os debates da COP-1 para entender a importância de a COP-16 ser um pouquinho melhor que essa retratada abaixo (via @oatila - clique na imagem para vê-la em seu contexto original).

Melhor resumo que vi sobre os debates que rolaram na COP-15 (via Pharyngula - clique na imagem para vê-la em seu contexto original).

E aí, sugestões de boas charges de 2009 sobre este ou outro tema?

Where Am I?

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