o cérebro vai ao parque

Março 14, 2013 § Deixe um comentário

cerebro

Divulgando o convite da Profa. Paula Ayako Tiba, do Centro de Matemática, Computação e Cognição da Universidade Federal do ABC:

Que tal passear no Parque do Ibirapuera e ainda aprender Neurociência?

Com atividades para todas as faixas etárias, neste sábado encerramos a Semana do Cérebro dialogando com a população sobre como o nosso cérebro se comunica e permite que nos comuniquemos com o mundo. Participe, divulgue, conecte-se!

UNIFESP, UFABC e SBNeC conectando Neurociência com a população!

E então, nos vemos lá?

Calendário dos demais eventos da semana em curso aqui no Brasil no blog da Semana Nacional do Cérebro.

o que acontece em nossas cabeças quando prestamos atenção em algo?

Dezembro 29, 2012 § 3 comentários

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Fonte da imagem aqui.

Conhecido por ser um dos fundadores da Psicologia Moderna, William James (1842 – 1910) foi dos primeiros a procurar responder cientificamente essa questão. Sua tentativa de conceituar de atenção, registrada em seu livro “Os princípios da psicologia” (Harvard University, 1890), tornou-se um clássico, citada na maioria dos escritos sobre o tema:

Todo mundo sabe o que é atenção. É o tomar posse pela mente, de forma clara e vívida, de informações onde vários objetos e linhas de pensamento estão presentes simultaneamente. Focalização e concentração são sua essência; ela implica na seleção de algumas informações e pensamentos de maneira ordenada para lidar eficazmente com as outras.

 Esse é o início do texto que escrevi para a revista da Móbile, escola em que trabalho. Em sua décima edição, a revista traz artigos referentes à formação acadêmica dos professores da escola. O meu, sobre a função cognitiva denominada atenção, é fruto do meu trabalho de pesquisa de quando fui aprendiz de neurocientista no Laboratório de Neurociências e Comportamento da Universidade de São Paulo. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. Mais referências sobre o tema:

  • Nahas, T.R.; Xavier, G.F. Atenção. In: Andrade, V.M.; Santos, F.H.; Bueno, O.F.A. (Orgs.) Neuropsicologia hoje. São Paulo: Artes Médicas, 2004.
  • Nahas, T.R.; Xavier, G.F. Neurobiologia da Atenção. In: Andrade, V.M.; Santos, F.H.; Bueno, O.F.A. (Orgs.) Neuropsicologia hoje. São Paulo: Artes Médicas, 2004.

a ciência do amor

Junho 12, 2011 § Deixe um comentário

Perguntinha científica para o dia dos namorados: como a ciência explica o amor?

Descubra em um vídeo bem bacana do History Channel:

Para saber mais (agora em português):

sinapses em tempo real

Maio 8, 2011 § Deixe um comentário

E já se passaram 10 anos desde que concluí minha primeira etapa de aprendiz de neurocientista. Desde então, muito desenvolvimento aconteceu nessa área do conhecimento – taí o Nicolelis pra confirmar (e tomar a dianteira em várias dessas mudanças). Mas esta semana me deparei com uma novidade técnica da área que me fez sentir saudades do laboratório: pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveram uma micro câmera endoscópica capaz de percorrer o cérebro de um rato e fornecer imagens de conexões sinápticas se formando ao longo de dias e até meses.

Tem-se como certo, na área de neurociências, que processos cognitivos como memória e aprendizagem são resultado do desenvolvimento e fortalecimento de conexões entre neurônios. Por isto, poder acompanhar em tempo real isso acontecendo, quer dizer, assistir à formação e/ou fortalecimento de sinapses sempre foi o sonho de muitos neurocientistas.

Essa nova técnica também torna possível acompanhar passo a passo as modificações neurais por que passam pacientes com distúrbios neurológicos, como doença de Alzheimer ou Parkinson, o que possibilitará entender melhor quais são e como se dão estas mudanças.

No vídeo abaixo, um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto explica o funcionamento do dispositivo. Para mais informações e imagens obtidas neste trabalho, veja esta matéria no boletim do Howard Hughes Medical Hospital.

[O belo cérebro technicolor da foto que abre este post é resultado de outra novidade: pesquisadores da Universidade de Harvard desenvolveram um camundongo modificado geneticamente para codificar proteínas fluorescentes. Como resultados, neurônios específicos e suas projeções são marcados com cores distintas, permitindo um mapeamento eficaz das redes neurais. Nesta imagem são mostrados neurônios do hipocampo e astrócitos. Para saber mais sobre este técnica e ver outras imagens: The Technicolor Brain.]

as plantas se movimentam

Dezembro 6, 2010 § 5 comentários

As plantas não foram convidadas a embarcar na Arca de Noé, apenas os animais. Contudo, é impossível que uma cadeia alimentar se estabeleça sem que haja um organismo autotrófico.

Quando nos referimos aos maiores seres viventes na Terra,  é comum nos esquecemos das plantas. Geralmente a baleia azul figura como primeira colocada, mas a real campeã é a árvore sequóia gigante (Sequoiadendron giganteum), que tem uma massa aproximada de 2 mil toneladas.

Esses e outros equívocos sobre as plantas são divertidamente apresentados por Stefano Mancuso na TED Talk reproduzida abaixo.

Ele defende que a ideia consagrada de que as plantas são seres vivos inferiores comparadas aos animais começou com a proposição de Aristóteles de que os animais seriam providos de alma por se movimentarem e apresentarem sensação. Como as plantas não apresentam essas “propriedades”, nada de alma.

Deliberadamente fugindo da discussão sobre se plantas e/ou animais têm alma, seja lá o que isso for, o fato é que o restante da afirmação está incorreta. As plantas se movimentam sim e respondem a estímulos ambientais. Chamar isso de “sensação” dentro da alegada área de pesquisa “neurobiologia vegetal”, como faz o palestrante, é um pouco demais na minha opinião, já que sentir envolve um processamento neuronal bem mais complexo que, até onde sabemos, plantas não apresentam mesmo.

De qualquer forma, as plantas apresentam diversos tropismos – movimentos direcionados a estímulos, como luz, gravidade, pressão etc -, possuem relógio biológico, as carnívoras têm capacidade de capturar insetos e outros pequenos animais e muitas plantas desenvolveram, ao longo de anos de evolução, uma relação íntima, em nível químico, com animais polinizadores e/ou dispersores de suas sementes. Todos esses processos são intermediados por fitormônios.

Veja alguns exemplos fascinantes disso no vídeo abaixo, trazidos à tona principalmente a partir da publicação por Charles Darwin (sempre ele!), em 1880, de  estudos sobre o movimento das plantas que conduziu em parceria com seu filho Francis.

Se gostou desse lado agitado da vida das plantas, certamente vai gostar ainda mais do documentário a Vida Privada das Plantas. Mais informações, incluindo uma prévia do mesmo e link para download, aqui.

Para os professores, aqui há uma sequência de experimentos bem bacana para abordar os tropismos vegetais.

Where Am I?

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