por que a ciência é importante?

Janeiro 13, 2010 § 37 comentários

A pergunta é parecida com a de ontem, mas essa tem uma outra história. Alom Shaha, um professor de ciências na Inglaterra, queria explicar para seus alunos porque a ciência é importante. Para tanto, decidiu ouvir a opinião de cientistas, tecnólogos, professores de ciências e outros amantes e praticantes da ciência.

Os depoimentos integram o projeto Why is science important?, que envolve um filme e um blog, e inclui o relato do próprio professor sobre a importância da ciência. O filme é este abaixo e, para aqueles que conseguem entender o inglês sem legendas, realmente vale a meia hora de duração.

Além das opiniões registradas no filme, o blog apresenta diversos outros depoimentos. Selecionei trechos de dois com os quais me identifiquei mais (livre tradução):

A ciência é importante porque o ato de fazer ciência é um processo criativo. […] Depois do amor, a criatividade é a mais importante qualidade humana. A ciência não só é criativa, como propicia a criação. (Martin Budden, arquiteto de softwares).

[…] os seres humanos como espécie são intrinsicamente curiosos e a ciência nos provê ferramentas cada vez mais avançadas para exploração. Ela nos permite tanto olhar para as interações entre as sociedades humanas no mundo, quanto investigar os aspectos não humanos da natureza e tentar e responder a questão central sobre nossa existência: “onde nos encaixamos na grande estrutura?” (Laura Goodall, jornalista científica)

Você também pode contribuir para o projeto registrando sua ideia sobre a importância da ciência aqui. E vou gostar muito se deixá-la registrada também abaixo nos comentários do blog, com a vantagem de que aqui pode ser em português mesmo. E então, por que a ciência é importante na sua opinião?

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§ 37 Responses to por que a ciência é importante?

  • Anónimo diz:

    Oi Tati,

    Na minha opinião, a ciência é importante por vários motivos. Em primeiro lugar pela beleza do conhecimento. Existe uma razão ESTÉTICA para se apreciar o conhecimento em sua profundidade, as razões pelas quais as coisas serem como são. Depois pelo fato da ciência permitir melhoria na qualidade de vida (mas nem sempre – às vezes pelo contrário). Muitos medicamentos, hábitos de vida mais saudáveis e melhoria nas relações das pessoas com seu ambiente tornam a vida menos sofrida, mais produtiva e mais longeva (mas nem sempre, como disse). Finalmente, o ato de se realizar ciência é importante pela educação que promove para a formação de pessoas mais esclarecidas, profissionais melhores capacitados e cidadãos mais conscientes.

    Voilà.

    Tudo de bom,
    Roberto.

  • Mônica diz:

    Nem saberia dizer ao certo em termos de definições. Só sei que desde pequena queria saber o que havia de misterioso contido em tudo que existe. São os fenômenos que observamos e que nos seduzem a querer devendar seus ingredientes para talvez reproduzi-los ou mesmo compreende-los. Acredito que o entedimento do que nos é externo ou mesmo interno, daquilo que não nos parece claro, é um impulso de interagir com a natureza da qual fazemos parte, assim, nos sentimos racionalmente incluídos. Mais, nos sentimos acolhidos e munidos de ferramentas para nos proteger de tudo que nos amedontra. Porque o que nos cerca e mesmo o que somos, nos fascina e apavora também. Acaba sendo a ciência a busca da ciência de si mesmo enquanto resultado da natureza e modificador dela.

  • mirlany diz:

    a cienia não é importante não

    • trnahas diz:

      Oi, Mirlany.
      Que pena que você pense assim… Que tal analisar a situação de diversos países e tentar identificar a relação entre desenvolvimento econômico e desenvolvimento científico, tecnológico e desenvolvimento do conhecimento em geral? Talvez o resultado faça você mudar de opinião…
      Mas, de qualquer forma, faltou você explicar o porquê da sua posição, fiquei bastante curiosa pra saber seus argumentos.
      Um abraço,
      Tatiana

    • V!v!@ne diz:

      bem eu acho q a ciência e importante por que ela nos ajuda muito as veses eu vejo na tv e fico impressionada com as coisas do mundo e fico pensando como e maravilhoso praticar ciencias,mas tambem fico triste por que gente que tentam fazer ciencia acaba tocando fogo e isso acaba com o meio ambiente a atmosfera e ja basta o aquecimento global eu gosto de estudar ciencias na escola vou fazer o 8 ano tenho 12 anos e olha o que esta acontecendo com o planeta daqui a pouco o mundo se acaba em fogo por causa disso por favor não destruam o planeta..

  • maria diz:

    ola ,
    meu nome é mariana acho que todas as respostas estao certas

  • Lucas Leite diz:

    Vou ser realista .. O mal é ideia do homem, não de Deus. Ele, que deu ao homem o livre-arbítrio e pôs em marcha o Seu plano para a humanidade, não interfere continuamente para tirar ao homem o dom da liberdade . Resumindo se eu falar q nascemos da cadeira eu tenho o maior direito pois é meu principio.. então a ciência fala o que quer mas nunca vai entender a existência do ser humano, a ciência fala NASCER>CRESCER>REPRODUZIR>MORRER.

    • trnahas diz:

      Oi, Lucas!
      Concordo com você que a ideia de bem e mal é criação do homem. Também concordo que se você falar que nascemos da cadeira, esse é um direito seu, pois defendo a liberdade de expressão, e se alguém quiser ser um “seguidor” dessa sua ideia, que seja. Você só não pode comparar esse exemplo à ciência, pois diferentemente do que você falou, a ciência não “fala o que quer”. Ela busca uma explicação para os fenômenos naturais que nos cercam por meio de um método específico, chamado método científico. A este respeito, sugiro a leitura desse post do blog Ciensinando que faz uma introdução ao tema com bons links: http://www.ciensinando.com.br/2010/02/metodo/
      E, sim, a ciência coloca o ser humano dentro do “circuito natural” dos seres vivos. Mas inclua aí a decomposição e a transferência de energia para outros elos da cadeia alimentar. Então é um pouco mais amplo do que o que você colocou. E, mais belo também, se pensarmos que todos um dia já fomos e voltaremos a ser poeira de estrelas, já que os átomos que nos constituem são os mesmos que estão espalhados pelo Universo.
      Por fim, discordo que a ciência nunca vai entender a existência do ser humano. A ciência procura entender como o ser humano e outros seres funcionam, quais os processos fisiológicos e metabólicos subjacentes à sua existência, como se relacionam entre si e com o ambiente, como mudam ao longo do tempo, como se desenvolveu nossa linguagem, como amamos, sofremos, sentimos saudade, nos viciamos etc etc etc. No meu entender, isso é sim buscar entender o ser humano e muito mais.
      Obrigada pelo debate! Abração!

    • jhessyca katiusca diz:

      A ciência fala muito sobre a natureza e é com ela que aprendemos a viver melhor, pois ela nus capacita cada vez mais.
      Ela é muito emportante pois todos o ser humano precisa dela pois ela faz parte da nossa vida..

  • Lucas Leite diz:

    Sim, a ciência é importante, por exemplo a vacina contra a Aids ? Eles estão tentando essa vacina, na Ciência também tem o BEM, mas você já deve ter visto, a ciência quer intrometer nas coisas de Deus ! se você pensar BEM não teria como a terra chegar a essa capacidade, não teria sentido as pessoas lutarem tanto, para depois morrer e não ter nenhum significado.

    • trnahas diz:

      Não acho que a ciência esteja “se intrometendo nas coisas de Deus”. Simplesmente busca outras explicações para os fenômenos naturais que não coincidem com os dogmas de muitas religiões. Para mim, parece uma questão sobre qual explicação lhe parece mais convincente e interessante.
      E não acho que nossa vida seja sem significado só porque morremos em algum momento. Se você pensar só em termos de perpetuação da espécie, já há um importante e belo significado para a vida de cada indivíduo…

  • Lucas Leite diz:

    Sim, acho que todos nós queríamos uma explicação para o surgimento do mundo, mas se você pensar BEM, a ciência busca uma explicação para os fenômenos naturais que nos cercam por meio de um método específico, mas se você pensar BEM, você acha que a teoria BIG-BANG, seria o meto mais especifico para o surgimento do universo ? e outra a posição da Terra em relação ao sol; algumas propriedades da água; um órgão do corpo humano. Alguma dessas coisas poderia ter sido criada por acaso ? Qualquer mudança no ritmo da rotação da terra tornaria a vida impossível. Por exemplo, se a terra girasse a um décimo de sua rotação atual, toda a vida vegetal seria queimada durante o dia ou seria congelada durante a noite.
    A atmosfera da terra (camada de ozônio) serve como um escudo protetor da radiação letal dos raios ultravioletas, que poderiam de outra maneira destruir todo tipo de vida. Não estou criticando ninguém igual eu falei todos nós queríamos SIM uma explicação para o surgimento do universo, mas eu penso que com todos esses exemplos, a terra não teria criada por acaso .. Mas vejo que você Tatiana Nahas é uma pessoa muito estudiosa e muito educada, pois igual eu disse todos nós temos nossos princípios . Abraços :D

  • carine diz:

    a ciencia é muito importante para o mundo

  • Cleverson Camello diz:

    Creio que a ciência seja importante pela sua dimensão prática. O desenvolvimento da ciência está fundado na necessidade de busca por respostas, não só pelo conhecimento em si, mas sobretudo para nos fornecer soluções no dia a dia. Basta pensar na medicina, na qualidade dos produtos que consumimos, na solução de crimes, no entendimento dos fenômenos climatológicos, etc. Claro que a ciência não se presta apenas às questões do nosso cotidiano, ela existe em vários níveis de busca de soluções e entendimento das coisas em geral. Pensemos na física quântica e na física cosmológica, por exemplo. Estudos que parecem não nos interessar, pois não estão relacionados com os nossos problemas diretamente. Ocorre que cedo ou tarde a física quântica, por exemplo, fará parte de nosso dia a dia, solucionando diretamente nossos problemas, seja na saúde ou na economia. A ciência é inerente ao homem, não pode ser sinônimo de coisa maligna ou de pecado. Claro é que a ciência pode ser usada para promover o mal, mas ai não se trata da ciência como coisa do mal, mas sim do homem com perspectivas maldosas ou anti-humanas.
    Valeu, abraços…

  • samara diz:

    sim,para trata doenças,para melhorar o cultivo de plantaçoes,e para melhorar a tecnologia.

  • anitta diz:

    este texto hipoteticamente esta certo é o que diz a ciência de hoje.
    ciência é importante porque é um ato para nos responsabilizar do que devemos ajudar no dia a dia . a ciência serve para nos aprender sobre muitas importâncias, como formulas químicas para curas de doenças …

  • Ivone Lages da Cunha Anaia diz:

    Boa noite Mariana e colegas cursistas.
    Muitas vezes as perguntas “mais simples e diretas” são as mais difíceis de responder!
    “Mas… por que ensinar ciências é importante?”
    Esta pergunta mostrou-se “de difícil” resposta para mim, porque como já comentei no “memorial escolar” que produzi, esta foi a disciplina pela qual desenvolvi maior afinidade desde as séries iniciais de minha formação.
    Então para apresentar-lhes minha resposta e participar do fórum, passei a “bola” para meu filho Miguel que frequenta o terceiro ano do ensino fundamental.
    A resposta dada foi: …porque tem coisas mais interessantes.
    A partir desta resposta dei-me conta do quão fascinante é o aprendizado e a posterior transmissão do ensino de Ciências. Através desta disciplina temos maior intimidade com o nosso próprio corpo, compreendemos os fenômenos deste mundo no qual estamos inseridos, “passeamos” por mundos microscópicos… Nossa, são tantas as possibilidades… E por fim, estes conhecimentos todos me conferem a prazerosa sensação de LIBERDADE!
    Ensinar Ciências é importante, porque estamos fornecendo as novas gerações instrumentos para que estes conquistem a própria liberdade. Estamos possibilitando que “saiam da caverna” Vejam o texto a seguir:
    Texto: A alegoria da caverna – A República (514a-517c)
    Sócrates: Agora imagine a nossa natureza, segundo o grau de educação que ela recebeu ou não, de acordo com o quadro que vou fazer. Imagine, pois, homens que vivem em uma morada subterrânea em forma de caverna. A entrada se abre para a luz em toda a largura da fachada. Os homens estão no interior desde a infância, acorrentados pelas pernas e pelo pescoço, de modo que não podem mudar de lugar nem voltar à cabeça para ver algo que não esteja diante deles. A luz lhes vem de um fogo que queima por trás deles, ao longe, no alto. Entre os prisioneiros e o fogo, há um caminho que sobe. Imagine que esse caminho é cortado por um pequeno muro, semelhante ao tapume que os exibidores de marionetes dispõem entre eles e o público, acima do qual manobram as marionetes e apresentam o espetáculo.
    Glauco: Entendo
    Sócrates: Então, ao longo desse pequeno muro, imagine homens que carregam todo o tipo de objetos fabricados, ultrapassando a altura do muro; estátua de homens figura de animais, de pedra, madeira ou qualquer outro material. Provavelmente, entre os carregadores que desfilam ao longo do muro, alguns falam, outros se calam.
    Glauco: Estranha descrição e estranhos prisioneiros!
    Sócrates: Eles são semelhantes a nós. Primeiro você pensa que, na situação deles, eles tenham visto algo mais do que as sombras de si mesmos e dos vizinhos que o fogo projeta na parede da caverna à sua frente?
    Glauco: Como isso seria possível, se durante toda a vida eles estão condenados a ficar com a cabeça imóvel?
    Sócrates: Não acontece o mesmo com os objetos que desfilam?
    Glauco: É claro.
    Sócrates: Então, se eles pudessem conversar, não acha que, nomeando as sombras que veem, pensariam nomear seres reais?
    Glauco: Evidentemente.
    Sócrates: E se, além disso, houvesse um eco vindo da parede diante deles, quando um dos que passam ao longo do pequeno muro falasse, não acha que eles tomariam essa voz pela da sombra que desfila à sua frente?
    Glauco: Sim, por Zeus.
    Sócrates: Assim sendo, os homens que estão nessas condições não poderiam considerar nada como verdadeiro, a não ser, as sombras dos objetos fabricados.
    Glauco: Não poderia ser de outra forma.
    Sócrates: Veja agora o que aconteceria se eles fossem libertados de suas correntes e curados de sua “desrazão”. Tudo não aconteceria naturalmente como vou dizer? Se um desses homens fosse solto, forçado subitamente a levantar-se, a virar a cabeça, a andar, a olhar para o lado da luz, todos esses movimentos o fariam sofrer; ele ficaria ofuscado e não poderia distinguir os objetos, dos quais via apenas as sombras anteriormente. Em sua opinião, o que ele poderia responder se lhe dissessem que, antes, ele só via coisas sem consistência, que agora ele está mais perto da realidade, voltado para objetos mais reais, e que está vendo melhor? O que ele responderia se lhe designassem cada um dos objetos que desfilam, obrigando-o com perguntas, a dizer o que são? Não acha que ele ficaria embaraçado e que as sombras que ele via antes lhe pareceriam mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora?
    Glauco: Certamente, elas lhe pareceriam mais verdadeiras.
    Sócrates: E se o forçassem a olhar para a própria luz, não achas que os olhos lhe doeriam, que ele viraria as costas e voltaria para as coisas que pode olhar e que as consideraria verdadeiramente mais nítidas do que as coisas que lhe mostram?
    Glauco: Sem dúvida alguma.
    Sócrates: E se o tirarem de lá à força, se o fizessem subir o íngreme caminho montanhoso, se não o largassem até arrastá-lo para a luz do sol, ele não sofreria e se irritaria ao ser assim empurrado para fora? E, chegando à luz, com os olhos ofuscados pelo brilho, não seria capaz de ver nenhum desses objetos, que nós afirmamos agora serem verdadeiros.
    Glauco: Ele não poderá vê-los, pelo menos nos primeiros momentos.
    Sócrates: É preciso que ele se habitue, para que possa ver as coisas do alto. Primeiro, ele distinguirá mais facilmente as sombras, depois, as imagens dos homens e dos outros objetos refletidas na água, depois os próprios objetos. Em segundo lugar, durante a noite, ele poderá contemplar as constelações e o próprio céu, e voltar o olhar para a luz dos astros e da lua mais facilmente que durante o dia para o sol e para a luz do sol.
    Glauco: Sem dúvida.
    Sócrates: Finalmente, ele poderá contemplar o sol, não o seu reflexo nas águas ou em outra superfície lisa, mas o próprio sol, no lugar do sol, o sol tal como é.
    Glauco: Certamente.
    Sócrates: Depois disso, poderá raciocinar a respeito do sol, concluir que é ele que produz às estações e os anos, que governa tudo no mundo visível, e que é de algum modo a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.
    Glauco: É indubitável que ele chegará a essa conclusão.
    Sócrates: Nesse momento, se ele se lembrar de sua primeira morada, da ciência que ali se possuía e de seus antigos companheiros, não acha que ficaria feliz com a mudança e teria pena deles?
    Glauco: Claro que sim.
    Sócrates: Quanto às honras e louvores que eles se atribuíam mutuamente outrora, quanto às recompensas concedidas àquele que fosse dotado de uma visão mais aguda para discernir a passagem das sombras na parede e de uma memória mais fiel para se lembrar com exatidão daquelas que precedem certas outras ou que lhes sucedem as que vêm juntas, e que, por isso mesmo, era o mais hábil para conjeturar a que viria depois, acha que nosso homem teria inveja dele, que as honras e a confiança assim adquiridas entre os companheiros lhe dariam inveja? Ele não pensaria antes, como o herói de Homero, que mais vale “viver como escravo de um lavrador” e suportar qualquer provação do que voltar à visão ilusória da caverna e viver como se vive lá?
    Glauco: Concordo com você. Ele aceitaria qualquer provação para não viver como se vive lá.
    Sócrates: Reflita ainda nisto: suponha que esse homem volte à caverna e retome o seu antigo lugar. Desta vez, não seria pelas trevas que ele teria os olhos ofuscados, ao vir diretamente do sol?
    Glauco: Naturalmente.
    Sócrates: E se ele tivesse que emitir de novo um juízo sobre as sombras e entrar em competição com os prisioneiros que continuaram acorrentados, enquanto sua vista ainda está confusa, seus olhos ainda não se recompuseram, enquanto lhe deram um tempo curto demais para acostumar-se com a escuridão, ele não ficaria ridículo? Os prisioneiros não diriam que, depois de ter ido até o alto, voltou com a vista perdida, que não vale mesmo a pena subir até lá? E se alguém tentasse retirar os seus laços, fazê-los subir, você acredita que, se pudessem agarrá-lo e executá-lo, não o matariam?
    Glauco: Sem dúvida alguma, eles o matariam.
    Sócrates: E agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar exatamente essa alegoria ao que dissemos anteriormente. Devemos assimilar o mundo que apreendemos pela vista à estada na prisão, à luz do fogo que ilumina a caverna à ação do sol. Quanto à subida e à contemplação do que há no alto, considera que se trata da ascensão da alma até o lugar inteligível, e não te enganarás sobre minha esperança, já que desejas conhecê-la. Deus sabe se há alguma possibilidade de que ela seja fundada sobre a verdade. Em todo o caso eis o que me aparece tal como me aparece; nos últimos limites do mundo inteligível aparece-me a ideia do Bem, que se percebe com dificuldade, mas que não se pode ver sem concluir que ela é a causa de tudo o que há de reto e de belo. No mundo visível, ela gera a luz e o senhor da luz, no mundo inteligível ela própria é a soberana que dispensa a verdade e a inteligência. Acrescento que é preciso vê-la se quer comportar-se com sabedoria, seja na vida privada, seja na vida pública.
    Glauco: Tanto quanto sou capaz de compreender-te, concordo contigo.
    Referência:
    A Alegoria da caverna: A Republica, 514a-517c tradução de Lucy Magalhães.
    In: MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filosofia: dos Pré-socráticos a Wittgenstein. 2ª ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000.

    E por fim então: é importante ensinar Ciências porque ela é a possibilidade de ver o “sol fora da caverna”. Através deste conhecimento estamos mais próximo de sermos LIVRES! Ensinar é dar “asas” para longos voos em direção a LIBERDADE!

    • trnahas diz:

      Olá, Ivone!
      Que delícia ler sua (e do Miguel!) contribuição tão empolgada a respeito da importância da ciência e do ensino de ciência. Assino embaixo de tudo que que falou.
      E fiquei muito-muito curiosa para saber a que disciplina você se refere. Imagino que o post tenha sido ponto de partida para alguma discussão em alguma disciplina de ensino de ciências, com a proposta de debate num fórum da disciplina. Adorei você ter usado o fórum natural da ferramenta blog – a caixa de comentários – para isso e fico no aguardo de mais contribuições de seus colegas de disciplina.
      Um abraço,
      Tatiana

  • Roger diz:

    bom dia, será que vocês podem me ajudar, meu professor de teologia me fez uma pergunta na qual não estou conseguindo obter nenhuma resposta, foi a seguinte: Porque dizer que a ciência da religião poder também a ciência de nos mesmos?
    Não consegui chegar em uma resposta concreta..

    • trnahas diz:

      Olá, Roger!
      Puxa, sinto muito, mas teologia não é minha área, não entendo nada nem mesmo como curiosa, então não vou me arriscar a falar bobagem.
      Mas recomendo que você tente conversar com o Reinaldo José Lopes, jornalista de ciência que estuda um pouco sobre o assunto. Ele escreve o blog “Darwin e Deus” na Folha de São Paulo, esse aqui: http://darwinedeus.blogfolha.uol.com.br/
      Um abraço,
      Tatiana

  • Larih diz:

    eu odeio ciencia pk eu tiro noa vermelhaaaa

  • daniela diz:

    nao gostei

  • O que é investigaçao na ciencia???

  • alcidio cunha diz:

    A criatividade e a imaginacao fazesem com que tudo seja possivel e apenas uma queztao de tempo nao ixiste impossivel. apenas faltai de conhecimento

  • Rodrigo diz:

    É muito interessante a diversidade de opiniões sejam superficiais, imaturas, empíricas ou técnicas e aprofundadas. Cada um vendendo sua verdade dogmas. Isso já é ciência, a não aceitação do que se é ensinado, apresentado, a curiosidade e investigação indo atras de suas próprias descobertas. Parabéns ao criador da página que humildemente abriu espaço para a construção do conhecimento.

  • estellas diz:

    que a ciência é importante para a nossa vida

  • João Ferreira da Silva Neto diz:

    A Ciência é imprescindível para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social de um país. É por meio da Ciência que há o desenvolvimento de pesquisas, de estudos capazes de desenvolver tecnologia, criar medicamentos para a cura de diversas doenças até hoje incuráveis, como o câncer, o mal de alzheimer, a AIDS, melhorando a qualidade de vida das pessoas. É de fundamental importância um ensino de ciências de qualidade nas escolas públicas e privadas do nosso país, construindo futuros cientistas capazes de construir pesquisas que possam desenvolver a sociedade na qual estão inseridos.

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