picaretagem científica

Junho 2, 2009 § Deixe um comentário

possib em ciencia

Autoria: Fernando Gonsales. Fonte: Níquel Náusea: os ratos também choram. São Paulo: Editora Bookmakers, 1999.

Recebi o clipping semanal das matérias sobre ciências publicados no Eureka Science News (aliás, lugar ótimo para se manter informado sobre os temas científicos publicados em diversos sites e jornais de divulgação científica) e não pude deixar de notar o post “How many scientits fabricate and falsify research?” (originário da Public Library of Science). O post reporta uma metanálise de pesquisas sobre má conduta científica cujos resultados indicam que essa prática é mais frequente do que se imagina ou se veicula.

Há exemplos clássicos desde o famoso caso da suposta fusão a frio do final dos anos 1980 até um dos mais recentes escândalos protagonizado por um cientista sul-coreano que publicou um artigo científico com falsos dados sobre clonagem de um embrião humano com produção de células-tronco a partir dele (leia sobre este caso em artigo no boletim Inovação Unicamp). A ciência nacional não fica atrás e vez ou outra aparece um desses “grandes feitos”. Setembro passado mesmo tivemos um debate intenso sobre plágio a partir de um escândalo com epicentro no Instituto de Física da USP (leia sobre este caso na série de posts “Vergonha na USP” no blog do Marcelo Leite).

Fraudes e plágios, quando vêm à tona como os casos citados, costumam causar comoção e logo são seguidos por eufemismos (corporativos ou não) procurando indicar tratar-se de uma ou outra laranja podre na caixa. Não há dúvidas de que a ciência como corpo de conhecimentos está subjugada a uma auto-imposta metodologia crível e rigorosa. Mas não há como negar também que a má conduta científica encontra espaço para propagação mesmo nos mais prestigiosos periódicos científicos. Então alguma coisa está errada, não? Além do que, talvez não seja prática tão incomum assim, caso de algumas poucas laranjas podres… Como indicam as pesquisas mencionadas do artigo mencionado, os casos que vieram à tona talvez sejam apenas a ponta do iceberg.

E se ainda formos computar como má conduta científica as “imposturas intelectuais” e as mediocridades acadêmicas… vixe!

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