efeito estufa: complementos

Dezembro 2, 2008 § 1 Comentário

Repararam que no post abaixo eu fui chata e fiquei repetindo toda hora “gases intensificadores do efeito estufa”? É só uma tentativa de deixar um pouco mais claro algo que há tempos não vemos sendo explicado na mídia quando se fala de aquecimento global, mudanças climáticas e cia. O efeito estufa existe, é natural e muitíssimo bem vindo, já que é o permite que a Terra se mantenha quente o suficiente para a sobrevivência dos organismos vivos. A sua intensificação “artificial” e acelerada é que pode ser um problema.

Veja como o efeito estufa garante a manutenção da temperatura constante na Terra:

A atmosfera é altamente transparente à luz solar, porém cerca de 35% da radiação que recebemos vai ser refletida de novo para o espaço, ficando os outros 65% retidos na Terra. Isto deve-se principalmente ao efeito sobre os raios infravermelhos de gases como o Dióxido de Carbono, Metano, Óxidos de Azoto e Ozônio presentes na atmosfera (totalizando menos de 1% desta), que vão reter esta radiação na Terra, permitindo-nos assistir ao efeito calorífico dos mesmos. Nos últimos anos, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera tem aumentado cerca de 0,4% anualmente; este aumento se deve à utilização de petróleo, gás e carvão e à destruição das florestas tropicais. A concentração de outros gases que contribuem para o efeito de estufa, tais como o metano e os clorofluorcarbonetos, também aumentaram rapidamente. O efeito conjunto de tais substâncias pode vir a causar um aumento da temperatura global (aquecimento global) estimado entre 2 e 6 ºC nos próximos 100 anos.” (extraído de material do Programa Educ@ar do Centro de Divulgação Científica e Cultural da USP em São Carlos).

Um aquecimento desta ordem de grandeza provavelmente irá não só alterar os climas em nível mundial, como também causar derretimento de geleiras e aumentar o nível médio das águas do mar, o que poderá interferir na vida de milhões de pessoas habitando as áreas costeiras mais baixas.

Complementando esse “momento aulinha”, agora vem um “momento desculpinha”: tô falando das convenções do clima, emissões de CO2 e cia, mas há algumas considerações sempre boas de mantermos em mente ao falar/ler/se meter com esses assuntos:

1- parece que as ações antrópicas estão acelerando o aquecimento global. Há cada vez mais pesquisas e dados nesse sentido, mas isso não é consenso (vide post anterior). Como, aliás, acho que nada em ciência o é, faz parte do seu modus operandi;

2- o Brasil é hoje um dos cinco maiores emissores de gases intensificadores do efeito estufa, mas sua contribuição histórica para o aquecimento global é pequena. Ou seja, vamos fazer a nossa parte, claro, mas não desistamos de pegar no pé dos países industrializados para dividirmos irmanamente essa responsa da redução (da emissão dos gases intensific… blá-blá-blá);

3- a preocupação com o desmatamento não deve ser somente por causa das mudanças climáticas agora na crista da onda. Mas também, e talvez pincipalmente, por causa da consequente redução da biodiversidade;

4- “precisamos nos assegurar que os mercados de carbono estão afetando as mudanças climáticas e não somente colocando dinheiro nas mãos de algumas companhias”, disse uma das pesquisadoras-detetive-do-carbono à reportagem do New York Times de hoje. Tô assinando embaixo.

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