ciência nas mídias

Abril 4, 2012 § 1 Comentário

Uma passada rápida para divulgar um bom trio de ciência na mídia!

Dois são provenientes do último Boletim Ciência e Sociedade, do Museu da Vida:

Riff científico – Se você acha que a ciência não tem relação alguma com a rebeldia do rock’n’roll, talvez seja hora de ligar o rádio e repensar. O programa Rock com Ciência, transmitido todos os sábados às 17h pela Rádio Máximus FM de Rio Paranaíba (101,5 MHz), embala bate-papos sobre temas de ciência com uma seleção musical roqueira relacionada ao assunto debatido. Já foram discutidos tópicos como etnoentomologia, biodiversidade, evolução e energia nuclear, entre outros. O setlist já contou com clássicos do rock nacional, como “Mosca na sopa”, de Raul Seixas, e “Bichos escrotos”, dos Titãs; e internacional, como  “Do The Evolution”, do Pearl Jam. A iniciativa surgiu de um projeto de extensão universitária do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde do campus de Rio Paranaíba/Universidade Federal de Viçosa. Os arquivos dos programas, assim como textos de apoio, estão disponíveis no site: <www.rockcomciencia.com.br>.
A arte do futebol e da física – Recém-lançado, o livro Física do futebol, escrito pelos doutores em física Emico Okuno e Marcos Duarte, visa trazer a física para o cotidiano, estimulando a descoberta científica – característica que agradou ao também físico e divulgador da ciência Marcelo Gleiser, que assina um dos textos de apresentação. “Eu sempre costumo dizer que, para se ensinar física ou ciências em geral, o ideal é começar fora da sala de aula, mostrando aos alunos que física trata do mundo em que vivem”, comenta ele.  Ao longo dos quatro capítulos – Movimento, Força, Energia e Fluidos – as biografias de grandes cientistas e jogadores estimulam a leitura: pode-se encontrar Galileo Galilei ao lado de Charles Miller; Pelé “dividindo a bola” com Isaac Newton; e o Galinho do Quintino, Zico, “trocando passes” com James Prescott Joule. Editado pela Oficina de Textos, o livro tem 144 páginas e custa R$ 55. Mais informações no site da editora: <www.ofitexto.com.br/produto/fisica-do-futebol.html>.

O terceiro se refere a um evento que acontecerá em 16 de abril na Fapesp:

A FAPESP convida para o seminário “Ciência na Mídia“, que promoverá uma reflexão, por meio de um diálogo entre pesquisadores e jornalistas, sobre as formas pelas quais os diversos veículos de comunicação têm divulgado a atividade científica.
FAPESP - Auditório – Rua Pio XI, 1500 – Alto da Lapa, São Paulo – SP
16 de abril de 2012, das 9 às 18h
CONFIRMAÇÃO DE PRESENÇA (vagas limitadas): www.fapesp.br/eventos/ciencianamidia/inscricao

retrospectiva ciência na mídia 2010

Dezembro 27, 2010 § 7 Comentários

Como você pode ver pelas imagens acima, já há importantes eventos científicos na agenda de 2011. E para despedida de 2010, listo alguns dos acontecimentos científicos mais marcantes:

Teve também a COP-16 no México e muita atividade no CERN. Mas para fechar essa lista, acho que o melhor é um belíssimo exemplo para a ciência! Você talvez já tenha lido por aí sobre o estudo da visão de cores de abelhas realizado por alunos de 8 a 10 anos da escola primária inglesa Blackawton e publicado como artigo científico na Biology Letters. Esse era um post que eu gostaria de ter escrito (deveria, aliás!). Um casamento perfeito entre ciência e educação, como muito bem colocou Roberto Takata.

Ainda bem que muita gente boa não deixou essa maravilha escapar, o próprio Takata incluso. E já que não fiz o post, ao menos ofereço abaixo uma seleção de links em que o relato da história é tão belo quanto a própria. Inpire-se, pois, nesse fascinante exemplo! E um 2011 magnífico para todos nós!!!

 

o melhor da ciência no cinema

Dezembro 19, 2010 § 8 Comentários

A dica natalina de hoje da revista Science in School está muito bacana: o melhor da ciência no cinema, incluindo diversos “guias de aula”:

Completo a lista com algumas dicas em português:

Complementos serão muito bem vindos nos comentários abaixo!

 

mapa da ciência moderna

Setembro 3, 2010 § 5 Comentários

A imagem acima é um mapa metroviário, certo? Mas que raios faz um mapa de metrô num blog sobre a ciência na mídia?

Acontece que o mapa acima foi elaborado tendo como base o mapa original do sistema metroviário de Londres, mas um detalhe da legenda esclarece não se tratar de linhas metroviárias. Espie só:

Pegou? Crispian Jago, que escreve o blog Science Reason and Critical Thinking, teve a original ideia de retratar 500 anos de pesquisa científica sob a forma de um mapa de metrô. Bacana, não?

O autor aceita sugestões e já recebeu nos comentários de seu post a correção para o nome de dois importantes cientistas: Marie Curie e Pierre Curie.

(Via @Be_Neviani)

e foi-se a Copa… – a ciência no futebol

Julho 12, 2010 § 5 Comentários

Esse belo infográfico do Estadão indica onde atuam os 736 jogadores da Copa 2010.

Foi-se a Copa? Não faz mal. // Adeus chutes e sistemas. // A gente pode, afinal, // cuidar de nossos problemas.

Faltou inflação de pontos? // Perdura a inflação de fato. // Deixaremos de ser tontos // se chutarmos no alvo exato.

O povo, noutro torneio, // havendo tenacidade, // ganhará, rijo, e de cheio, // A Copa da Liberdade.

[Foi-se a Copa? - poema de Carlos Drummond de Andrade via Blog do Noblat]

E foi-se a Copa. Copa sem graça, o maridão insiste em repetir. Mas se alguns se sentiram privados de belos e memoráveis lances futebolísticos, algo não se pode negar: transbordou ciência nessa Copa.

Não estou falando apenas sobre os adventos tecnológicos que poderiam  evitar erros irritantes dos juízes, coisa que se propõe há um par de Copas já. Nessa Copa houve de tudo: de discussão sobre discriminação genética à análise sobre a fisiologia dos jogadores durante uma partida, da física da bola (jabulaaaaaaaniii – mais aqui, com correções à matéria da Veja) à neurociência do futebol, da ciência dos pênaltis (mais aqui) à ilusão de ótica que acontece quando o bandeirinha marca erradamente impedimento.

Houve quem se perguntasse quais seriam os resultados se a Copa do Mundo fosse disputada em qualidade do ar e emissões de carbono. Lá no Ciência à Bessa, o Eduardo começou uma sequência de posts muito bacana sobre anatomia a partir dos gols brasileiros (Brasil x Costa do Marfim: a anatomia de um gol; Brasil x Chile: a anatomia de um gol) – pena que não deixaram ele seguir com a série… Seria “o professor” Dunga behaviorista?, debateram alguns, enquanto outros conferiam as dimensões do troféu e a frequência do som fundamental das vuvuzelas.

E, claro, as estatísticas… O que eu mais detesto em transmissão de jogos de futebol são as chatíssimas estatísticas sobre nada, como chamo aquelas intervenções nonsense para informar, por exemplo, quantas vezes o time X já ganhou do time Y em disputas realizadas em gramado alto, às quartas feiras e com chuva. Mas agora fomos apresentados a estatísticas bem mais interessantes, como o estudo que propõe nova forma de se medir estatísticas individuais de jogadores de futebol. Ou o modelo matemático que usou como parâmetros a opinião de especialistas sobre os placares da primeira fase, o ranking da Fifa e os resultados reais ao longo da Copa para estimar o campeão.

Se bem que, em se tratando de estimar o campeão, a sensação foi o polvo Paul (aqui com vídeo). Sim, os cefalópodes parecem mesmo apresentar funções cognitivas privilegiadas em relação a outros invertebrados, mas daí a alçá-lo ao posto de “Nostradamus reencarnado”, só na brincadeira mesmo. Roberto Takata diagnostica alguns dos possíveis “truques” envolvidos nessa  “capacidade adivinhatória” de Paul. Atualização em 15/07/2010 -  tá aqui uma ótima explicação para as escolhas de Paul: ele gostava era de amarelo.

Por fim, embora nossa seleção não nos tenha ajudado muito a curtir essa Copa, podemos ainda torcer por um pouco mais de ciência: na Copa do Mundo de Robôs deste ano, uma das equipes brasileiras chegou às semifinais, superando a seleção de humanos do treinador Dunga, na África do Sul, eliminada nas quartas de final. Como essa competição é anual, os robôs brasileiros têm ainda chance de se tornarem campeões na próxima RoboCup em Istambul (Turquia), aquecendo os ânimos para 2014. Vai Brasil!

E pra finalizar mesmo, um pouco daquilo que o maridão reclamou que faltou nessa Copa, aqui nos pés de um dos gênios da raça que, não a tôa, ainda é  o artilheiro na história das Copas:

Mais sobre a ciência no/do futebol:


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